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A Louca da Casa
O Anjo Pornográfico As Horas Uma Casa no Fim do Mundo Memorial de Maria Moura A Casa dos Budas Ditosos |

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Olá Amigos,
Comunico a todos que a partir de hoje estou mudando de provedor, portando o palavra mágica estará em novo endereço: http://www.vl.serra.blogger.com.br. Espero a visita de todos você lá, ok?
Beijos a todos.




O que é a alegria, se não um pedaço de céu azul surgindo por entre nuvens escuras de tempestade. Ou um raio de sol que entra pela fresta da telha no quarto escuro daquela criancinha doente... A lágrima de emoção que desce furtiva ao assistir aquele filme romântico e açucarado... Também pode ser o perfume de um canteiro de rosas que surge inesperado na curva de uma longa estrada... A brisa que desmancha os cachos do cabelo do nosso amado... O brilho no olhar quando alguém nos diz: “Amo você”.
Alegria é acordar e saber que o dia nos espera. É a correria... os horários apertados... Sim, pois estes são sinais de que estamos vivos e integrados no mundo à nossa volta.
Pode ser um pôr-de-sol numa tarde de verão, quando os raios tingem o céu de todos os matizes e congela na nossa pupila tão bela imagem. Alegria é ter certeza que somos importantes para alguém, e termos pessoas que nos são tão caras, tão queridas. É saber repartir o abraço, é retribuir o beijo nem que seja jogando-o com as pontas dos dedos.
É ter vontade de sair dançando no meio da chuva, fechar os olhos e sonhar acordado. É lembrar o tempo que passou e dar risadas com as bobagens que fizemos, ter saudade dos oito, dos dezoito anos e sonhar com a celebração dos oitenta daqui a um monte de tempo... É ouvir a música preferida repetidas vezes e nos emocionar sempre como se fosse a primeira audição.
Alegria é reter nos lábios o gosto do primeiro beijo, é ficar corado ao recordar a “primeira vez”... É ler aquele livro e chorar de emoção em vários trechos. É ter devaneios à luz das estrelas.
Alegria é saber que nem o tempo e nem a distância separam os que amam. É costurar a cada dia, um pedacinho de nós, com a luz invisível do amor de Deus, nesta colcha de retalhos que forma a vida.


Domingo de céu nublado... Pingos de chuva... Barulhinho de água escorrendo pelos beirais... A chuva são lágrimas do céu que purificam a Terra. Quando ela vai embora tudo fica mais reluzente, mais bonito, há um frescor natural que revigora a natureza.
Quando choramos acontece mais ou menos a mesma coisa. Também somos purificados. Se choramos de alegria, o coração fica mais leve, o brilho dos olhos aumenta, a pele fica mais fresca e acetinada. É o efeito natural da alegria. Se forem lágrimas de tristeza, sempre trazem um ensinamento. Acima de tudo, servem para lembrar a nossa condição de humanos: estamos aqui apenas passando uma chuva...
De toda forma, precisamos aprender com as alegrias e as tristezas, pois são dois pólos da nossa existência e a maneira como lidamos com ambos, forma o mapa da nossa vida.
Como viajantes do tempo seremos grandes ou medíocres, fortes ou covardes, alegres ou infelizes, amorosos ou egoístas conforme as lições tiradas de cada lágrima, de cada riso, de cada fração de segundo da vida.

