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A Louca da Casa
O Anjo Pornográfico As Horas Uma Casa no Fim do Mundo Memorial de Maria Moura A Casa dos Budas Ditosos |

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Venho refletindo há algum tempo sobre as mudanças de valores, costumes e hábitos pelas quais os seres humanos vêm passando ao longo dos séculos. Já houve época em que ter uma cabana para morar, alimentação frugal e uma atividade que rendesse algum meio para a sobrevivência do indivíduo ou do grupo familiar era o bastante para que se vivesse de forma digna e sem o estresse de ter que bater ponto diariamente. As necessidades ainda não estavam atreladas ao consumo exagerado do mundo hodierno, dançava-se conforme o bolso e não no compasso desmedido do apelo comercial, da publicidade, da vontade de ter o supérfluo. Ser feliz hoje depende muito do DVD de última geração adquirido em “doze suaves prestações”, do plasma instalado no quarto, do home theather da sala de TV, do telefone viva voz com identificador de chamadas, do micro celular que grava, filma, acessa internet e monitora os passos dos filhos adolescentes, da câmera digital de preferência a partir de 3.5 mega pixels (nem sei como se escreve isso...).
Vive-se afogado num mar de controle remoto e para não perder cinco preciosos minutos — afinal tempo é dinheiro — tentando encontrar qual deles liga o microssistem, a solução é etiquetar todos e depois fazer uma lista e colocá-la em lugar bem visível: 01 controle da TV do quarto das crianças, 02 controle das cortinas da sala, 03 controle do microondas...
Que saudade do tempo em que eu e toda a meninada da rua, no finalzinho da tarde colocávamos um banco comprido na esquina para esperar as primeiras estrelas surgirem no céu. Ficávamos com os olhos fitos no horizonte que aos poucos ia sendo tingido de lilás, dourado, rosa... Nossa! Nem sei mais quando foi que olhei para o céu pela última vez buscando ver estrelas.
E pensar que embora queiramos tanto aquele computador ponta de linha, com gravador de DVD e CD, HD de 80gigas, 516 mega bytes de memória e etc., etc., mesmo assim um dia todos morreremos e tudo isso ficará para trás. Bom, nada se pode fazer quanto a isso. O que me consola é saber que no dia que chegar “a minha vez”, os amigos e parentes saberão que fui desta para melhor (será mesmo melhor por lá?) através de um e-mail...



Freud dizia que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Quem sou eu para discordar do pai da psicanálise, mas creio que os nossos maiores problemas centram-se na carência afetiva. Não quero dizer com isso que sexo não é bom e nem primordial em nossas vidas, muito pelo contrário! Mas dói muito mais a falta de uma mão carinhosa escorregando pelos nossos cabelos, um abraço carinhoso, um beijo afetuoso. Dói essa sensação de se estar só, de saber-se só...
O ser humano não foi moldado para a solidão. Não somos “auto-sustentáveis”, estamos sempre na dependência do outro. Uma mão se encaixa em outra, para que juntas possam agir e interagir. O dito popular já diz que “duas cabeças pensam melhor que uma”. Portanto, duas pessoas sempre farão algo mais proveitoso: uma termina o que a outra começa, ou conserta o que foi começado mas não está a contento. Se nos bastássemos a nós mesmos não seríamos esse ser tão gregário: amontoamo-nos nas favelas, nos edifícios, nas estações de metrô, nos shoppings, nos cinemas. Não há diversão para um único espectador, nem futebol sem torcida, nem carnaval sem folião.
Hoje estou me sentindo muito só, mas consola-me saber que nesse espaço virtual estarei compartilhando minhas impressões com outras pessoas, e isso de certa forma, consola-me.
Faz mais ou menos três meses que comecei esse blog. Alguns problemas de ordem pessoal acabaram por me manter afastada daqui por um bom espaço de tempo. Nesse período, aprendi a mexer de forma estritamente amadora com web designer. Criei algumas coisas com a ajuda de tutoriais maravilhosos, disponibilizados pelo pessoal que curte o PSP. Hoje estou retomando essa atividade tão prazerosa para mim. Criei meu próprio layout, fiz algumas coisas e... eis-me aqui. O Palavramágica tem por objetivo a reflexão acerca dos fatos do cotidiano, ou melhor, a trama que vai tecendo a nossa vida. Nessa tessitura, deixo sempre minhas impressões e opiniões registradas, pois quem sabe, de alguma forma, poderão ajudar àqueles que por aqui passarem.
A vida nossa de cada dia é formada por uma infinidade de pequenas coisas. Um sorriso aqui, uma lágrima chorada às escondidas ali, conversas entre amigos, contas a pagar, planos a curto, médio e longo prazo.
Às vezes, da janela de meu quarto olho o pedacinho de céu — quase sempre azul — e ponho-me a pensar que por mais difícil por mais sofrida que seja a vida, viver é maravilhoso! Os problemas não duram para sempre, as dificuldades vêm e vão. Em algumas ocasiões, passam com extrema rapidez, noutras, demoram um pouco mais, como o galho levado pela enxurrada que fica preso na curva do rio: passa dias e dias ali retido, mas chega um determinado momento que a força da água o carrega para longe. O bom de tudo é termos sempre a certeza de que o amanhã virá, quiçá cheio de boas novas. Por isso, feliz amanhã para todos nós



Foi um longo tempo! Mas aos poucos as coisas foram se acomodando e agora estou de volta.
Com novo visual e muita vontade de recuperar o tempo perdido!
Espero contar com a visita dos amigos.
Beijos a todos!


Gosto de escrever ouvindo música. Parece que a música faz vibrar uma região do meu cérebro e as palavras fluem com mais facilidade. Ouvindo Claire de Lune, de Chopin meu espírito vaga e abstraio-me totalmente desse mundo físico. Dou-me conta apenas das letras que vão adquirindo forma, virando palavras.
Existe uma transcendentalidade na criação de um texto. Os limites a vencer nessa tênue linha que separa pensamento — abstração pura — e palavra escrita são fascinantes. Gosto de parir frases e depois ficar lendo tudo com certo orgulho mal disfarçado. Fico a lamber a cria num deleite por ver que sou capaz de juntar meia dúzia de termos carregados de sentido.
Claro que não há aqui nenhuma pretensão de colocar-me no panteão dos escritores. Não. Prefiro pensar em mim como fiandeira das palavras, que tecendo textos produz algo que alimenta a alma.
O poder da palavra me fascina! Às vezes coleante como uma serpente, ela vem enroscar-se na ponta da língua, pronta a dar o bote fatal: é a palavra que magoa, fere, faz sangrar. Outras vezes, chega disfarçada, é bonita, elogiosa, mas traça a maldade, enreda a quem ouve numa teia de mal-entendidos.
Entretanto, Gosto de pensar no lado belo da língua. A língua de Pessoa, que foi Alberto, Ricardo e Álvaro cada um fazendo uso da palavra a seu modo. Ou na língua de Guimarães Rosa, rica em neologismos.
As palavras devem ser mel em nossa boca. Devem servir para edificar, agradar. Mesmo quando é necessário dizer a verdade — e a verdade sempre dói — devemos depois soprar a ferida deixada usando de doçuras como: amo você, quero seu bem, estarei sempre ao seu lado, sou sua(seu) amigo(a).
Deixo, pois, um pouco de açúcar para você que lê esta mensagem:
Que o seu futuro seja glorioso
Que o passado tenha servido
Para fortalecer o presente
E que o presente seja a porta
De acesso para o sucesso.
